... Um Olhar Obscuro ...


01/07/2005


O Obskure: fragmentos de uma história

 

 

 

Por Amaudson Ximenes

 

A banda Obskure foi formada em maio de 1989 por mim e meu irmão Jolson Ximenes. A nossa formação coincide com um período de renovação  do rock brasileiro quando importantes transformações se faziam no âmbito político e sócio-cultural. Fomos um dos um dos pioneiros no Estado do Ceará a fundir estilos como heavy metal melódico de vocais líricos a vocais guturais, viajando pelo clássico como também pelo hardcore. A banda traz em suas letras, cantadas em inglês, temáticas políticas e sociais.

Para montar um pouco dessa história lancei mão de documentos publicados em jornais, revistas e sites.

 

A primeira Demo Tape: “Uterus and Grave” (1990), onde tudo começou....

 

“a banda diz que veio intranquilizar dos comodistas aos preconceituosos, ou mesmo, ‘perturbar desagradavelmente os pragmáticos ou utilitários’, como revela o guitarrista Amaudson [1]Ximenes...em 1989, ele e seu irmão Jolson resolveram transformar o discurso em som e formaram a banda, primeira Grind-death no estado...um ano depois surgia a primeira demo-tape do grupo, “Uterus and Grave”, que eles mesmos consideram uma das melhores do país ‘totalmente podre e com ótima qualidade’. jornal O Dia (Teresina- PI) – 1995.

 

(A DT “Uterus and Grave” impressionava pela sua brutalidade, naquela época as gravações do gênero eram feitas de forma bem artesanal. A “Uterus...” foi gravada em três horas no Pró-Áudio Estúdio do conhecido músico cearense Marcílio Mendonça, obtendo inclusive elogios de outros países, recebemos cartas da Colômbia, Chile, Argentina, Alemanha, Guatemala e México).

 

“Dividem o palco os grupos heavy-metal Beowulf, Insanity, que insere seu repertório num subgênero do heavy-metal, o thrash, e a Obskure, que toca o estilo grindcore, a dosagem metaleira predileta pelos skatistas (grifos do autor)”. Diário do Nordeste - 1990

(o Heavy Metal do Ceará começava a mostrar a sua cara, esse evento foi organizado pelo Cláudio Warhammer, editor do Fanzine Cerebral Death, no Recanto dos Poetas, na Av. Carapinima – Benfica, hoje a Estação do Metrofor-Shopping Benfica).

 

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h10
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Sobre a segunda Demo-tape “Opressions in Obscurity (1992):

 

 “quem deve estar botando os pés em estúdio no dia 29 de julho é o grupo Obskure...vejamos se o Pró-Áudio agüenta o peso do som da banda”. Ricardo Jorge – O Povo – 1992.

(Fizemos grandes amigos nos principais jornais locais, estávamos sempre informando o que se passava conosco)

 

“...o grupo lança sua fita demo, vencendo as intempéries comuns a maior parte dos conjuntos de rock da terra: falta de apoio e divulgação – situação pior que as dos músicos regionalistas do Ceará...bateria peso-pesado, guitarras que funcionam como um soco no estômago e uma voz que mais parece o incrível hulk cantando nos confins do inferno”. Ricardo Jorge – O Povo – 1992.

 

 (a Demo tape “Opressions in obscurity” era um recomeço para a banda, que passava por mudanças na formação. Marcava também a entrada do guitarrista Daniel Boyadjian).

 

 O show marca o lançamento da Segunda demo-tape da Obskure, “Opressions in obscurity”, com quatro músicas...a banda existe desde o começo de 89, sempre seguindo a linha do ‘death’ ” . Luciano Almeida Filho  – Diário do Nordeste – 1992.

 

(Esse show foi realizado no restaurante Tailândia, na Praia do Futuro, acontecia naquela mesma data e local uma festa de Iemanjá, nos misturamos aos pais e mães de Santo dentro do ônibus sem falarmos dos nossos instrumentos. Descíamos na praça da 31 de março, fazendo o restante do percurso a pé, porém, nesse dia o pai de uma amiga nos deu uma carona e aliviou o nosso sufoco).

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h09
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Sobre a Terceira Demo-tape: “The Singing of Hungry (1993)”

 

“A banda está comemorando seis anos na difícil estrada do rock pesado no Ceará...o quinteto está lançando sua terceira demo-tape ‘The singing of hungry’...The singing of hungry, na verdade, era para fazer parte de um SPLIT-LP que estava sendo negociado com um selo baiano”. Luciano Almeida Filho – Diário do Nordeste – 1995.

(Depois da ‘furada’ da Bazar Records conosco e com outras bandas, a única maneira era lançar o material em forma de Demo)

 

“A Obskure é uma das bandas mais antigas de Fortaleza, sendo conhecida por sua música bastante pesada, no qual misturam elementos do Death Metal e do Grindcore...The singing of hungry é pancadaria pura comprovada facilmente nas quatro faixas que a compõem” Alexandra Romano – Caderno Tribos, O Povo – 1995.

(A boa receptividade da “The singing...” conquistou a simpatia de segmentos jovens da mídia local)

 

“The singing of Hungry é a mais recente Demo-tape de uma das bandas mais populares do circuito nordestino de death metal...a apresentação da demo é muito boa, com encarte colorido, contendo letras e dados da banda...outro ponto alto da demo é gravação limpa, apesar de um pouco baixa...vale citar a faixa Impure Awareness com melodias que fazem lembrar os tempos do death clássico”. Wilson Perna – Rock Brigade – 1994.

(comentário da DT “The singing of hungry”, feito pelo “Perna”, guitarrista do Genocídio (SP) para Revista Rock Brigade).

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h09
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Dois anos depois (1996) acontecia a nossa primeira experiência em CDs Coletâneas. O primeiro registro foi feito pelo selo mineiro DEMISE RECORDS.

 

 “eles mostram um dilúvio de afogar os ouvidos...nada mais justo para esses batalhadores que há sete anos enfrentam as trincheiras do novo rock, sendo os pioneiros desse estilo por aqui”. Henrique Nunes – Diário do Nordeste – 1996.

(Comentário sobre o CD coletivo “the winds of a new millenium, Vol. 1”).

 

Essa coletânea nos proporcionou uma grande visibilidade na época, foi quando iniciamos os primeiros contatos com outro selo independente, o Moon Shadow, de Natal, Rio Grande do Norte.

 

 “...com sete anos de estrada, a galera está em estúdio para gravar dez músicas que se somarão a duas já prontas, para lançarem em breve um CD independente...as influências do grupo oscilam do metal ao grind core às trilhas de cinema, aos sons egípcios e os densos climas operísticos – nada que comprometa o peso de sua música”. Ricardo Jorge – Diário do Nordeste – 1996.

(Neste dia faríamos um show na barraca Igrejinha – Praia do Futuro, com o intuito de arrecadar dinheiro para pagar o estúdio).

 

O Cd Coletivo “Atitude I”, iniciava um intercâmbio com o amigo e irmão de Brasília, Fellipe CxDxC. Foi a semente para a formação da ACR (Associação Cultural Cearense do Rock) e a integração das duas cenas. Vale ressaltar que o projeto está em sua terceira edição, tendo sempre a participação de bandas cearenses.

 

“Outra das poucas exceções à linha punk da compilação, que reuniu bandas que tratassem de problemas sociais, é a banda cearense Obskure, velha conhecida do cenário de metal local que marca presença com as faixas Unraveling e Sick World”. Caderno Fanzine, O Povo – 1997.

 

Em 1997, completávamos oito anos de existência, além de promovermos a estréia do D’ângelo e da Juliana. Estávamos sem baterista há quase dois anos. Nesse tempo contamos com a ajuda do Bruno Gabai, da banda SOH, que fez alguns shows conosco e gravou o CD Overcasting. A Cris deixou a banda durante as gravações do CD, os teclados foram gravados pelo Jolson e pelo Daniel. A Juliana e o D’ângelo já gostavam e conheciam o som da banda, o que pesou bastante na hora de convidá-los para assumir os teclados e a bateria do Obskure. 

 

 

“... De qualquer forma, o guitarrista solo e vocal Daniel Boyadjian e os irmãos Jolson e Amaudson Ximenes pretendem mostrar toda categoria da banda, que promove a estréia da tecladista Juliana Costa e do baterista Wilker D’Angelo, dando tempo para o batera Bruno Gabai dedicar-se somente à sua participação na banda Insanity” Henrique Nunes – Diário do Nordeste - 1997

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h08
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No dia 1º de novembro de 1998, chegava em nossas mãos o nosso primeiro CD. O lançamento ocorreu em Mossoró no Rio Grande do Norte.

 

Sobre o CD Overcasting:

 

“...produção bem acabada, passando por composições consistentes amarradas por arranjos classudos” Roberto Viera – Diário do Nordeste – 1999.

 

“...um trabalho maduro e consistente, repleto de tempestades brutais e cadenciadas”. Samuel – Deusdemoteme Zine (MA) – 1999.

 

“...musicalidade apuradíssima e composições de alto nível e muito bom gosto, o Obskure consegue unir o peso sombrio do doom metal com a suavidade clássica do atmosferic”. Fernando Souza Filho – Rock Brigade (SP) – 1999.

 

“...Guiados por uma bateria que alterna velocidade e técnica e guitarras cortantes, riff por riff, melodias soturnas são construídas com a ajuda de teclados muito bem encaixados e um vocal feminino belíssimo...o Obskure demonstra muito mais personalidade e qualidade do que apenas montanhas de bases sem sentido”. George Frizzo – Roadie Crew (SP) – 1999.

 

“Com dez anos de carreira, o Obskure é uma das mais tradicionais bandas de metal do Nordeste e mistura diversas influências como death metal e grindcore. O bom gosto no uso do teclado é um dos diferenciais da banda.” Marcos Cardoso – Planet Metal (SP) - 1999

 

"É impossível ficar indiferente ao CD Overcasting...trata-se de uma alquimia quase irrotulável de heavy com doom, death, gothic metal...A produção é boa, os músicos excelentes e as composições magnânimas...O disco é tão genial que foi relançado no final de 99, uma vez que a primeira prensagem já havia se esgotado...infelizmente, precisaríamos de uma Bíblia inteira para falar sobre todos os projetos em que o Obskure está envolvido dentro e fora da música...o grupo passa uma certeza para quem tem contato com a banda: pode ter levado 10 anos, mas o Obskure se tornou um nome essencial na cena rockeira nordestina...Absolutamente essencial, diga-se”. Fernando Souza Filho, Rock Brigade, 2000. 

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h07
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Os inúmeros comentários positivos sobre o “Overcasting” servem para referenciar os dez anos de dedicação e amor a música pesada. Chegamos a uma década de mãos limpas, respeitando o nosso público, os nossos amigos, a imprensa, os zines e todos aqueles que acreditam na Arte como um referencial de transformação.

 

Um ano depois (1999) promovíamos o show de lançamento da segunda tiragem do  CD "Overcasting" , no Casarão Cultural, em  Fortaleza:

 

"A banda Obskure, uma referência do death metal nordestino, comemora, hoje, seu décimo ano de resistência cultural, em alto e bom som".

 

"...quem é íntimo da sonoridade da Obskure...percebe a sutil integração entre o 'pau puro' das guitarras e da bateria e o teclado mais versátil, que introduz as guinadas para arranjos mais operísticos, na medida para as letras criadas, em inglês, pelos guitarristas Daniel e Amaudson Ximenes...Elas questionam os paradigmas sociais contemporâneos...A que dá título ao disco traz versos do alemão Schopenhauer, unidos a veemente advertência de Boyadjian" (Henrique Nunes, Diário do Nordeste, 1999).

 

"...Passando por todos os contratempos, a banda cearense aproveita para lançar hoje à noite uma edição especial de seu primeiro CD, Overcasting...O grupo aproveita para lançar a segunda edição de seu CD de estréia, Overcasting...com a primeira tiragem esgotada, a banda resolveu preparar uma edição do álbum (10 years especial edition), que vai estar à venda no show..." (Eleuda de Carvalho,O Povo, 1999).

 

Na ocasião do show de lançamento do "Overcasting" em Fortaleza, visitei os dois principais jornais de Fortaleza, conversando demoradamente com os dois jornalistas, que além de acompanharem o nosso trabalho a bastante tempo se tornaram nossos amigos.

Em abril de 2000, aconteciam comemorações referentes aos 500 anos de descobrimento do Brasil em diversos segmentos da sociedade. A ACR aproveitou o momento para organizar o festival “Brasil: com o Rock são outros 500!!!” O festival transformou-se em um documentário com depoimentos e clipes das bandas participantes.

 

"...era a vez do death/doom politizado do Obskure. A introdução** do show foi uma narrativa sobre os 500 anos que fez todo mundo prestar atenção. Era incrível, todos pararam até de conversar para ouvir! Depois, a porrada comeu solta no palco e a poga ficou desenfreada na platéia. Os músicos são muito talentosos e a energia é inacreditável. Nem uma corda quebrada diminuiu o ímpeto dos caras, que mostram-se prontíssimos para encarar imediatamente o segundo CD" (Fernando Souza Filho, Rock Brigade (SP), 2000 - cobertura do festival Brasil: com o Rock são outros 500!).  

 

"...Chegava a vez da banda mais esperada da noite - Obskure, que  contou com uma introdução emocionante, abordando a exploração nestes 500 anos de pseudodescobrimento, hipnotizou o público tamanha concentração destinada ao entendimento da mensagem. Depois, quando começou a rolar a fuderosa FURY AND MOTION, o local parecia que iria abaixo. A banda soube contornar a situação quando a corda de uma guitarra quebrou, mostrando entrosamento impecável, com um  batera destruidor e músicas fortes. Obskure provou realmente porque é uma das melhores bandas de Death Metal nacional" (Samuel Souza, Valhalla (SP), 2000 - cobertura do festival Brasil: com o Rock são outros 500!).

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h07
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O festival Brasil: com o Rock são outros 500, além de ter sido um grande evento, um grande protesto contra a glamorização do nosso "descobrimento", marcou definitivamente o Obskure, além de ter sido nosso primeiro show de 2000, levou para o restante do Brasil a força da música underground cearense, nos deixando orgulhosos por estarmos ligados diretamente a grande parte do que vem acontecendo de positivo na cena local atualmente.  

                                                                  

 ** Manifesto de um sobrevivente dos 500 anos

 

Resisto há cinco séculos à espoliação, à pirataria, à destruição violenta das nossas vidas e da nossa cultura.

Inicialmente, o meu opressor veio disfarçado de explorador, de missionário católico, e por último de funcionário em missão "diplomática", devotados por nossas riquezas nativas, nossa mata e nosso conhecimento milenar.

A pirataria de nossas plantas nativas na Amazônia, o trabalho infantil e escravo, a luta por um pedaço de terra, o retorno da estupidez neonazista, as seitas religiosas de salvação, as cozinhas para pobres são "os outros quinhentos".

Atualmente o grande monstro se declara senhor absoluto do mundo e das pessoas.

O seu novo disfarce vem dos EUA, braço armado do grande capital, senhor criador da nova forma de espoliação denominada globalização.

Hoje, o arrogante senhor quer comemorar seu aniversário, triunfar sua vitória sobre o sangue e suor do nosso povo, quer pisotear nossa dignidade, quer continuar tomando de assalto nossas vidas e nossa cultura.

Quer fazer dos quinhentos anos de genocídio do nosso povo, um "glamoroso espetáculo".

Sou índio, sou negro, sou povo, sou gente, "quero um mundo onde caibam vários mundos".

Você nunca vai me fazer com que eu silencie, a sua arrogância nunca abafará minha voz, não tenho nada pra comemorar!!!

(Texto escrito por Amaudson Ximenes, usado na introdução do Festival Brasil: com o Rock são outros 500).

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h07
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Em julho do mesmo ano acontecia a segunda edição do ForCaos, ocasião em que tivemos a honra de encerrar uma das noites.

 

"Para fechar a noite, o veterano Obskure destilou com sua tradicional precisão um atmosferic grind/death polido, bem construído e politizado. Eram 4h30 da madrugada e a platéia pulava como se a noite estivesse apenas começando. Não podia haver encerramento mais acertado para esse segundo dia" (Fernando Souza Filho, Rock Brigade(SP) - 2000 - 2.º ForCaos).

 

O ForCaos é grande evento que se consolidou definitivamente no calendário local e nacional como um dos maiores festivais underground do Nordeste.

 

Breve pausa, pois encerrando à noite, o death metal refinado, polido por 12 anos de estrada, do Obskure. A agressividade às vezes cede lugar a arranjos atmosféricos que dão uma característica própria ao trabalho do grupo. Ressuscitaram a música Vermin’s banquet com uma nova roupagem e terminaram o show com  Sacrifice do Motorhead” (Cláudio Nascimento, Rock Brigade, SP,  2001 – 3º ForCaos).

 

“O veterano Obskure mostrou que o tempo de estrada tem lhe concedido uma qualidade ímpar! O grupo tocou músicas conhecidas do público cearense e composições novas como From whon stopped dream. Death metal rápido, técnico e preciso, que nesta apresentação teve as partes de teclado reduzidas, visto que o baixista Jolson que teve que se ocupar também com a função de tecladista”(Cláudio Nascimento, Rock Brigade, SP, 2002 – 4º ForCaos).

 

...Obskure executa uma mescla de seus longos anos de estrada. Empitness Spectable ecoou por todo o Metrópole nas aceleradissimas batidas de D’angelo...From Whon Sttoped Dream foi uma das novas executadas na noite, unindo rapidez e técnica...O destaque também vai para o baixista Jolson que além de fazer solos no baixo ainda dividiu sua função tocando teclado” (Eduardo Jorge, Roadie Crew, SP,2002 – 4º ForCaos).

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h06
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Em março de 2001, tivemos outra grande oportunidade de divulgar a nossa música em outra região do país. Nesta ocasião fomos convidados por uma das maiores bandas de metal extremo da atualidade, a Krisiun, para fazermos a abertura de seu show na capital paulista. O convite fortaleceu bastante a divulgação do nosso trabalho na região Sudeste do país.

 

"Já o Obskure, de Fortaleza (CE), veio e mostrou estar em grande fase, fazendo uma apresentação memorável. A banda toca um Death Metal cheio de partes bem trabalhadas, riffs marcantes executados com muita técnica, passagens bem cadenciadas e partes que contam com vocais femininos. Sem dúvida uma das melhores bandas do estilo no Brasil! O show contou com músicas do álbum Overcasting, de 1998, com Unraveling, Fury and Motion e Aton's Servant, mas foram as composições novas, que estarão no próximo trabalho, que mais cativaram o público, entre elas: The Emptiness Spectable e Pieces From The Old Life que conta, na gravação de estúdio, com a participação de Alex Camargo (Krisiun) nos vocais" (Cláudio Vicentin, Roadie Crew, SP, 2001).

 

Nesta ocasião também ocorria o lançamento de uma prévia do segundo CD individual, que não aconteceu devido a mudanças na formação. Daniel Magalhães depois dez anos deixava o grupo. Mesmo assim o trabalho não deixou de ter uma grande aceitação.

 

“...The Emptiness Spectable, o novo trabalho conta com apenas duas faixas, mas ambas esbanjam talento e bom gosto. É até difícil definir o estilo do conjunto, mas seria algo próximo a um grind cadenciado com alguns vocais femininos, com ótimos resultados...os riffs continuam pesados e bem encaixados, muitas vezes alcançando velocidades inacreditáveis...vale registrar a participação especial de Alex Camargo (Krisiun), urrando na faixa Pieces From The Old Life” (Fernando Souza Filho, Rock Brigade, SP, 2001).

 

“...O Obskure pratica um death/thrash trampado, com alguns elementos Doom, principalmente na utilização dos teclados, muito competente, obviamente fruto da longa experiência adquirida ao longo dos anos...eles arriscaram algo diferente, com vocais femininos de Simone “Angel Whiff”, e alcançaram um resultado positivo...Pieces From The Old Life, conta com a participação especial de Alex Camargo (Krisiun) nos vocais”. (Carlo Ântico, Roadie Crew, SP, 2003).

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h05
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O grupo passou cerca de quinze minutos sem guitarrista. Convidamos o companheiro e amigo Lucas Gurgel, que assumiu o dificil posto deixado por Daniel. Na ocasião de sua passagem tivemos um outro registro, o CD Cooperativado “Unidos pela Causa Underground”, organizado pelo selo de Brasilia Independência Rec juntamente com os grupos participantes.

Foi também um periodo em fizemos shows importantes pela região Nordeste tais como Natal, São Luis, Teresina e João Pessoa.

Em 2003, Daniel Magalhães ensaia um novo retorno ao Obskure. Com a sua  volta chegamos a nos apresentar em um grande festival na cidade de Belém, com um público estimado em mais de mil e quinhentas pessoas. Além disso, nos apresentamos na 5ª edição do ForCaos, onde tivemos a dificil missão de encerrar um dos dias considerados mais pesados. Depois disso, Magalhaes deixa o grupo.

No ano de 2004, com quinze anos de existencia, deu-se a entrada de um novo integrante, o gaúcho radicado no Estado do Paraíba,Rafael Basso, ex-guitarrista/vocalista do banda paraibana Soturnus. Basso era um antigo fã da banda. Já haviamos tocado juntos em Fortaleza e na capital paraibana. Apesar da distância, mantemos a frequência de nossos ensaios e composições.

A importância da banda extrapolou os limites do cenário musical underground através da monografia de graduação em Ciências Sociais da sociologa Abda Medeiros. Tratou-se de um estudo antropológico sobre o rock em nossa cidade, tendo como objetos de estudo o Obskure e a banda irmã Clamus.

Com a sua entrada deu-se um periodo de composição do novo CD interrompido várias vezes. Em dezembro de 2004, entramos em estúdio e produzimos  um single com duas músicas denominadas “From one who stopped dreaming”.

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h05
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Discografia:

 

Demo-tapes:

Uterus and Grave (1990),Opressions in Obscurity (1992), The Singing of Hungry (1993); Promo-CD “The emptiness Spectable” (2001).

 

CD’s Coletivos:

The Winds of a new Millennium # 1 (1995), ATITUDE # 1 (1997); Noise for Deaf (1999) (Rotthnness Rec.), Revista Planet Metal # 6, "O Progresso da Regressão (2000) No Fashion HxC Rec; “Unidos pela Causa Underground” (2002)  Independência Rec.

 

CD individual: “Overcasting” (1998), e relançado em 1999, edição comemorativa;

 

Promo-CD: “From one who stopped dreaming” (2005).

Escrito por Amaudson e Obskure às 08h04
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